“Eu tinha feito o serviço de dia e ia sair. Seriam cinco para as seis horas, quando o Lemos, repórter de polícia, entrou ofegante e deslumbrado. Chegou e falou ao secretário, nervoso de contentamento, com a palavra entre cortada , oprimido de felicidade: - Um crime! Um grande crime! - Onde? - Em Santa Cruz, nos campos de São Marcos... Uma mulher e um homem foram encontrados mortos a facadas e decapitados... Vestiam com luxo...Parecem pessoas de tratamento..Um mistério! Todos os circunstantes ouviram estuporada a breve narração do repórter. Depois de um curto silêncio, choveram as perguntas. Lemos nada sabia; recebera na polícia, onde pouco mais sabiam. A notícia viera de Santa Cruz pelo telégrafo... Leporace , que raramente saía de sua natureza de celentério , pôs-se nervoso e começou a dar as providências, a explorar o caso: - Já um boletim... Já! E logo rapidamente, Adelermo começou a traçar em letras garrafais a notícia que o Lemos trouxera. Eu fui pregá-lo à porta; da sacada, ...
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