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Depois do Ouro.

 O Rio de Janeiro construiu o museu do amanhã para esconder as sucatas de ontem. Temos dezenove medalhas e onze de  desempregados no país. Uma festa bonita com praias impróprias para o banho, baía de Guanabara poluída, lagoa Rodrigues de Freitas na sofrência. Dois agentes de segurança foram assassinados e poucas lembranças desses casos.  Voltando para os dias normais, o Rio de Janeiro tem um complexo petroquímico que não aconteceu, facções criminosas que determinam os passos da população e uma gestão desastrosa da dupla Pezão-Dornelles.

Rio de Janeiro, 2016.

 A Baía de Guanabara, as lagoas da Barra, a lagoa Rodrigo de Freitas, o trânsito da cidade podem tirar do Rio de Janeiro o brilho dos jogos olímpicos. A máfia do mercado imobiliário garantiu a sua parte e o prefeito Eduardo Paes segue no plano de ser o presidenciável do PMDB em 2018. Não importa o Rio, o objetivo é a sua candidatura.

Cabral é o novo Sarney.

 O governador do Rio de Janeiro é o novo Sarney. Nos primeiros dias das tragédias na região serrana do Rio e nos recentes protestos que pedem a impugnação do seu mandato, o governador não foi localizado. Gasta o dinheiro público em Paris e na compra de helicópteros. Como um verdadeiro coronel, tem  à sua disposição um leão de chácara, o secretário de segurança, José Mariano Beltrame que manda a polícia agir com violência para impedir os protestos e os manifestos contra o seu chefe.  Maracanã privatizado, licitações direcionadas e o nosso estado foi reduzido e transformado em um condomínio da família Cabral e os seus agregados.