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Rivalidade.

 Temos uma rivalidade boba com os argentinos. Está certo que os hermanos abusaram da nossa hospitalidade. Picharam as paredes de locais públicos, arrumaram brigas e não respeitaram os limites de decibéis nos bairros residenciais.  Precisamos ter mais orgulho para torcer e cobrar do nosso time. Os hermanos acompanham os passos da seleção e apoiam os seus times em qualquer situação. No Brasil, ficou o costume de só apoiar as vitórias.

Seleção Brasileira.

  A seleção brasileira vence e não convence. Pode chegar na final do Mundial? É possível, tudo acontece no futebol. O time tem alguns talentos individuais que não facilitam o jogo dos adversários. Considero muito pouco para um país que sustenta cinco títulos mundiais e sedia esta Copa. Não consegui entender o esquema tático ( existe ? ) do Felipão. O time aparenta jogar sem uma estratégia definida. O nosso destino nesta copa está nos pés de Neymar Jr.  O Brasil tem sido uma incubadora de craques, temos jogadores espalhados pelo mundo. Mas não apresentamos um futebol com as nossas características de ataque e um meio campo envolvente desde 1982. Precisamos de reflexão e deixar de viver da camisa amarelinha.

Espanha.

 A Espanha vive um bom momento no futebol e vai mal das pernas na área econômica. Tem a melhor seleção de futebol e dois  times da cidade de Madrid vão disputar a final da Liga dos Campões da  Europa, no momento que parte dos cidadãos espanhóis migram para  outros países buscando melhores oportunidades.  Em ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais, o Brasil está dividido  nos protestos, na empolgação e na peleguice. Não cuidamos da nossa  casa, esquecemos das obras estruturantes e a mobilidade urbana  é um fracasso.

Perto da Crise.

  Nas olheiras da presidente Dilma, na expressão de cansaço do ministro  Guido  Mantega, notamos que o Brasil precisa de fôlego. A dinâmica petista  de  governar não encaixou no século XXI. A manifestação  popular mostrou   a  inoperância do governo petista e a sua incapacidade de gerenciar conflitos  políticos. O povo percebia, mas faltavam canais libertários para expressar as  insatisfações. O mote foi a realização da Copa e o aumento das passagens dos  ônibus. A fragilidade no discurso da presidente, a falta de uma liderança política  no congresso e nos estados, deram incentivo e coragem para o povo protestar.

O povo nas ruas.

 O povo está mostrando a sua indignação nas ruas. Eu apoio esse imenso "Curti", o "Retweetar" das manifestações. A população ocupou os espaços públicos e enviou o recado para os dirigentes. Não quero aprofundar na temática política. Mas o  espaço de comentários do blog está aberto para quem quiser se manifestar.  A alta dos preços, a inércia econômica do país, são alguns argumentos dos verdadeiros manifestantes. A inflação está subindo a ladeira e a equipe econômica descendo a ladeira. O povo está percebendo no bolso este desencontro.

Caxirola, o conto da carochinha do Brown.

 O Eike Batista pode ficar com o estádio do Maracanã, mas quem conseguiu a maior lucratividade com a Copa de 2014 foi o músico Carlinhos Brown. Fez uma apropriação do instrumento (caxixi) que acompanha o berimbau e criou a caxirola, instrumento musical da Copa de 2014. A ideia é produzir 50 milhões de caxirolas que poderão ser vendidas a R$29,90. Gerando uma receita de um bilhão, quatrocentos e noventa milhões de reais e o Brown receberá uma porcentagem pela propriedade intelectual. Parece que o instrumento não pegou bem na Bahia e o governo proibiu o seu uso nos estádios de futebol. Mesmo assim, admiro a esperteza do Brown.