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Maconha.

 Saudade do tempo que a juventude fumava uma boa  maconha, longe do crack, da cocaína de péssima qualidade, dos sintéticos e dessa cannabis prensada e barata.

Filme do Gonzagão.

 O filme Gonzaga de Pai pra Filho pode ter a maior propaganda, o melhor marketing e todos os patrocínios. Só que não convence como cinema. Os autores poderiam investir em uma série para TV, mas a obsessão pelo Oscar atrapalhou o processo criativo. A história de conflito Gonzagão e Gonzaguinha ficou cansativa e não sustentou o enredo do filme. O triste é saber que alguns milhões foram gastos neste filme e outros trabalhos cinematográficos continuam dependendo de  patrocínios que não chegam. O nosso cinema precisa redescobrir Linduarte Noronha, Glauber Rocha e exibir com amplitude os filmes de Ugo Giorgetti, Cláudio Assis, Torquato Joel.

2° Turno.

 Deveríamos morar nas cidades e nos lares que são concebidos no horário político, generosos, perfeitos. Ninguém pagaria taxa de aluguel e continuaria o ciclo das visitas a cada quatro anos.

Roland Barthes.

 O jornalista Sérgio Porto [ Stanislaw Ponte Preta ] chamou a televisão de "máquina de fazer doido". Muitos dizem que a televisão vem melhorando, pode ser. Com fartas opções, nem tudo está no contexto das novelas e dos filmes puramente comerciais. Diante disso, fico com a reflexão de Roland Barthes:  " A bobagem seria o caroço duro e insecável, um primitivo: não é possível decompô-la cientificamente [ se uma análise científica da bobagem fosse possível, toda a TV desmoronaria ]. O que é ela? Um espetáculo, uma ficção estética, talvez um fantasma? Talvez tenhamos vontade de nos incluir no quadro? É belo, é sufocante, é estranho; e da bobagem, eu não teria o direito de dizer, em suma, senão o seguinte: que ela me fascina. A fascinação seria o sentimento justo que deve inspirar-me a bobagem [ se chegarmos a pronunciar seu nome ]: ela me estreita [ ela é intratável, ninguém a barra, ela nos pega na brincadeira de mão ]".

Mensalão.

 Julgamento do mensalão neste ano eleitoral era tudo que o ex-presidente Lula não queria. O Haddad não emplacou em São Paulo, manchado pela greve nas universidades federais e os acordos não cumpridos. A exposição do processo do mensalão com os seus réus, denunciam o envolvimento direto do governo petista no esquema de pura corrupção. Acompanhar e aguardar o efeito deste julgamento sobre as eleições municipais.

427 anos.

 João Pessoa completa 427 anos e a capital tem tudo para ser a mais aprazível da América do Sul. Não precisa de prédios gigantescos, esse objetivo de ter o maior prédio do país não traz a dignidade de uma cidade grande.  A cidade tem que ser apreciada pelo seu poder de comunicação, organização, mobilidade urbana. Segundo Richard Sennett: "a cidade é o lugar que nos ensina como um ser humano vem a ser humano.  Em suma, João Pessoa tem que crescer com responsabilidade.