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Dois milhões na Paulista.

 Os movimentos livres das bandeiras vermelhas, das foices e martelos conseguiram mobilizar em 15 de março de 2015, uma manifestação com milhões de pessoas na avenida Paulista. Não teve ônibus alugado, ninguém distribuiu pão com mortadela. Foi o maior de todos os protestos.  Não entendi o esquecimento desta data e o acampamento dos manifestantes escoteiros em Brasília  que desmobilizou a base e enfraqueceu o movimento pró-impeachment. Esquecer Brasília é uma boa para mobilizar as pessoas novamente, a polícia do Renan Calheiros e do Eduardo Cunha vão servir para acordar as lideranças, mas tudo dependerá da capacidade crítica do movimento e a capacidade  de reorganizar as bases nas principais cidades brasileiras.

Cadáver Insepulto.

 A Dilma é apenas um cadáver insepulto. Todas as previsões indicam que este governo não resiste até o fim de 2016. As lambanças da PETROBRAS serão julgadas nos EUA e a corte de lá não exclui presidentes, todos os culpados serão condenados. No Brasil, o juiz Sérgio Moro tem um acervo de provas contra os ladrões que trabalharam parede com parede no governo petista.  Ninguém dorme sem consultar os advogados, Erenice Guerra, Guido Mantega, Antônio Palocci, Lula. A papuda ou a carceragem de Curitiba são os prováveis destinos desta turma de petralhas.

Deputado Federal.

Vendo o Eduardo Cunha. Dá para sentir saudade do Severino Cavalcanti.

Música: Cidade Negra.

 Os dois primeiros discos  da banda Cidade Negra são politizados e conseguiram furar o bloqueio das grandes rádios. Com o Ras Bernardo na banda, a pegada era mais roots, a baixada fluminense era sempre cantada e lembrada. O reggae estava presente. O Ras Bernardo continua fiel na baixada e no seu trabalho. O Cidade Negra se perdeu e não segurou o reggae.

A Dilma tem que pedalar em outro lugar.

Enganou a população e pretende enganar o diabo.   A mulher que fez o diabo para ganhar as eleições, agora pretende enganá-lo. Robert Johnson não conseguiu. Para Dilma, a cassação no Tribunal Superior Eleitoral e o impeachment estão chegando. Usou e abusou da popularidade que o seu partido tinha, mas a festa terminou sem bolo, sem sorrisos e com algumas prisões e muita gente com o Cunha na mão ou na mão do Cunha.  A Lava Jato está bem perto do Lula e dos Lulinhas. O TCU identificou novas pedaladas fiscais em 2015. A Dilma tem um ministério vira-lata, está dentro de um partido que frequenta constantemente as páginas policiais, já não governa e mantém um índice de 10 por cento de pelegos e trouxas.

Respirando por aparelhos.

 Um fôlego temporário para o governo que fez o Brasil de todos trabalhar para sustentar o PT. A presidente Dilma não tem mais força, já perdeu a batalha no TCU, tem poucas chances no TSE que pede a cassação da sua chapa.  A interferência do STF no poder legislativo não deve impedir a abertura do processo de impeachment nos próximos dias. A maioria dos brasileiros desejam ver as duas cadeiras da presidência vagas ( Câmara dos Deputados e da República ), os interesses do deputado Eduardo Cunha e da presidente Dilma estão distantes dos anseios do nosso povo. As pessoas que acompanham os trabalhos da operação lava jato sabem que o fatiamento prejudica as investigações e os vazamentos seletivos do Rodrigo Janot dão munição para o governo.

O TCU e as pedaladas.

 O julgamento de amanhã não é político, não é midiático. A questão é simples, a Dilma não respeitou a lei de responsabilidade fiscal. Maquiaram o orçamento e o TCU deu algumas chances para o governo apresentar explicações. A lei deve ser cumprida para não deixar brechas e que outros governantes não possam aproveitar a oportunidade para estourar as contas públicas como fez o governo petista.